quinta-feira, 22 de outubro de 2009

De novo o Nobel

Depois de muito ler sobre o Nobel de Economia, deu pra entender melhor a obra de Elinor Ostrom(claro que não tão bem como se eu tivesse lido a própria obra). E é muito engraçado ver as análises publicadas, de acordo com os veículos. Na Exame ou na Veja, trata-se de alguém que mostrou que o Estado é desnecessário para cuidar dos "commons"(os bens comuns, que não tem preço de mercado e que, pela teoria tradicional, tenderiam a ser devastados). Não é bem isso que ela diz. O mais interessante, como tudo que é sério e tem a ver com a questão da sustentabilidade, é que a teoria dela não atende nem ao pensamento liberal tradicional(anti-Estado), nem ao pensamento de esquerda tradicional(Estado forte). Ela mostra a importância da comunidade que vive daquele bem. De como essa comunidade, bem informada e assessorada, é capaz de gerir esse bem de forma sustentável. Ou seja, o Estado tem sim seu papel nessa equação. Um bom comentário sobre o assunto está no blog "Sustentável é Pouco", do Denis Russo Bugierman(que, por paradoxal que seja em relação ao escrito acima, está hospedado no site da Veja...): http://veja.abril.com.br/blog/denis-russo/cultura-livre/uma-imagem-chocante/